Papo Sério


Veja por que isso pode acontecer, conheça os sintomas, cuidados e forma de prevenir a disseminação da doença


Os períodos de mudança de estação, como agora com a chegada da primavera, são favoráveis à propagação da varicela, popularmente conhecida como catapora. Esse é o alerta da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. A doença, que é altamente contagiosa, atinge, principalmente, crianças de 1 a 6 anos de idade, e a transmissão acontece por contato e por via respiratória. Ambientes pouco ventilados, creches e escolas são propícios para a disseminação do vírus.

Por conta disso, a melhor forma de prevenir o seu filho é por meio da vacinação. Ela não está disponível na rede pública, e nas clínicas particulares custa, em média, R$ 160. A dose deve ser dada aos 12 meses com reforço entre 4 e 6 anos. Apesar de ser raro a criança pegar a doença quando está imunizada, caso aconteça, será de uma maneira mais branda. O recado de prevenção vale para os pais e cuidadores da criança que não tiveram a doença ou não se vacinaram. A restrição é para as grávidas, que não podem receber a imunização.

Sintomas e tratamento
Febre alta (acima de 38oC) e manchas avermelhadas pelo corpo são os primeiros sinais da doença. Logo, formam-se pequenas bolhas que se rompem e viram feridas. Durante cerca de três dias, as bolhas surgem por levas: enquanto umas secam outras nascem no corpo da criança. As bolhas podem aparecer também nas mucosas: na boca, na conjuntiva, na área genital. Durante essa fase, há risco de transmissão da doença.

Por isso, se você tem mais de uma criança em casa e um de seus filhos pegou a doença, leve-os ao pediatra e evite que durmam no mesmo quarto. Objetos pessoais devem ficar separados para evitar o contágio. Somente após de 5 a 7 dias, as últimas bolhas secam, formando crostas. “O período de transmissão do vírus termina com a cicatrização das lesões, sem o surgimento de outras”, diz Milton Lapchik, infectologista do Hospital Infantil Sabará (SP).

A catapora (ou varicela) não oferece grandes riscos, mas como as bolhas coçam, é preciso evitar que a criança crie um machucado em cima delas para não haver inflamação local e cicatriz. Não há medicamento específico, a não ser aqueles para combater os sintomas, como a febre e a coceira. É fundamental também que a criança fique em casa, para evitar contaminar outras pessoas.

Abaixo, algumas recomendações para evitar complicações da doença:
- Corte sempre as unhas do seu filho e deixe-as limpas;
- Evite que ele tenha contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;
- Coloque roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;
- Tente fazer com que seu filho repouse, principalmente enquanto tiver febre;
- Ofereça alimentos leves e muito líquido.

Fonte: Revista Crescer



Finalmente o Brasil tomou uma decisão sobre o assunto! Já postei aqui que na Europa, o BPA havia sido banido por oferecer sérios riscos à saúde dos bebês, entre eles o câncer. Agora, a Anvisa proibiu a fabricação de mamadeiras, no Brasil, que contem o BPA na sua composição. Antes tarde do que nunca, né? Leia a matéria publicada na Revista Crescer. E fica o alerta: quando for comprar uma mamadeira, observe se o fabricante descreve a substância na embalagem. Se tiver, não compre!!

Mamadeiras que contenham bisfenol A não poderão mais ser fabricadas e comercializadas no Brasil. As empresas terão 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para paralisar a fabricação e até o dia 31 de dezembro de 2011 para vender os produtos que estão estocados.

Essa determinação foi baseada em estudos recentes que indicam que o BPA, substância presente no policarbonato e material mais utilizado na fabricação de mamadeiras, oferece diversos riscos à saúde. Crianças de 0 a 12 meses são as maiores vítimas potenciais, porque, no primeiro ano de vida, o organismo delas ainda não é capaz de eliminar a substância.

E são as crianças que ficam mais expostas a ela do que os adultos. “O aumento do calor facilita a liberação do BPA. Ou seja, quando a mamadeira é aquecida ou quando colocamos algo quente dentro delas, a substância é liberada em maior quantidade”, diz Adriana Pimentel, doutora em química e professora da Universidade Pequeno Príncipe (PR). Além disso, a estrutura química dessa substância, quando ingerida, se assemelha ao estrógeno, hormônio feminino, o que é prejudicial. “A fase da puberdade pode ser adiantada por esse tipo de substância”, acrescenta Adriana.

Enquanto o mercado brasileiro não se adequa à determinação, você tem como opções as mamadeiras de vidro ou de polipropileno. Hoje em dia, muitas marcas oferecem produtos com BPA free. Então fique atenta ao escolher a mamadeira de seu filho. Se a informação não estiver destacada na embalagem, leia a composição do produto.

Embora ainda não existam resultados conclusivos a respeito dos riscos oferecidos pelo BPA, diversos países já proibiram seu uso, entre eles Canadá, Costa Rica, alguns estados americanos e toda a União Europeia. “Os estudos com seres humanos não são conclusivos, mas já sabemos que ele pode fazer mal, então essa é uma precaução válida”, afirma Adriana. De acordo com a Anvisa, os países do Mercosul devem adotar a mesma medida em breve.


A enurese noturna, que nada mais é que o ato da pessoa fazer xixi na cama, é um fato cotidiano na vida de crianças de 0 a 5 anos de idade. A enurese noturna pode inclusive afetar pessoas na adolescência e, em casos raros, na fase adulta, caso não tratado corretamente. Aproveitando o tema em questão, a primeira pergunta que vem à cabeça de cada nove entre dez pais é a seguinte: por que a criança muitas vezes não consegue controlar a vontade de urinar enquanto dorme?

Acontece que até mais ou menos os três anos de idade o queridinho da família ainda não tem o completo desenvolvimento da micção, ação responsável pela coordenação dos órgãos do sistema urinário. Logicamente a formação varia conforme a criança, entretanto, somente a partir dos 5 anos ela já possui o controle diurno da micção. A enurese noturna é mais comum em meninos (três casos para cada um do sexo feminino).

O hábito de fazer xixi na cama passa a ser encarado de forma mais preocupante após o quinto ano de vida, fase em que a criança já devia ter maior controle da micção. A causa da enurese noturna pode estar relacionada a problemas psico-sociais, como crises na família (separação dos pais, brigas, medo ou falta de atenção); hereditariedade (pais que na infância também tiveram problemas semelhantes) e problemas na bexiga (instabilidade vesical e outras disfunções anatômicas).

A médica residente em pediatria do Hospital Guilherme Álvaro, de Santos/SP, Marcellina Basseto explica que os pais devem estimular desde cedo o filho a ter maior controle miccional. A especialista afirma que é fundamental que os pais exponham à criança os transtornos causados pela enurese noturna, ilustrando o pensamento de maneira educativa e nunca de forma repreensiva. "O pai deve ter calma ao conversar com o filho, procurando saber se existe algum problema que o afeta. O nervosismo na conduta pode deixar a criança ainda mais angustiada, podendo atrapalhar em vez de ajudá-la a melhorar", informa.

Como controlar o pipi durante o sono - A profissional destaca alguns exercícios simples que contribuem para a conscientização e desenvolvimento voluntário da micção. A primeira delas é levar a criança para urinar e, durante o ato, interromper a micção por alguns segundos para, em seguida, fazer com que ela volte a fazer xixi. A atividade exercita o músculo da bexiga conhecido como esfíncter, que controla a perda urinária.

Outra recomendação é fazer um calendário, onde os pais, com a participação da criança, anotam os dias em que a criança ficou sem urinar na cama. Uma terceira iniciativa visando controlar a "torneirinha" durante o sono é fazer com que a criança, acompanhada do pai ou da mãe, lave o lençol e o pijama molhado pela urina, mesmo que seja de mentirinha (roupas previamente lavadas). Nesses dois últimos casos citados, o estímulo à conscientização por parte da criança é o principal objetivo desejado.

"Ao término de cada atividade, os pais devem dar uma prenda ao filho como recompensa pela sua participação com sucesso. A atitude estimulará a seguir suas lições corretamente", completa Marcellina Bassetto.
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Fonte: Revista Crescer

Quando você pensa em solidariedade, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? Doar roupas ou brinquedos, contribuir com instituições de caridade ou talvez dedicar um tempo para ajudar os outros? Sim, a palavra solidariedade comporta tudo isso, mas é muito maior, e exatamente por isso ensinar seu filho a ser solidário seja tão complexo.

Em uma conversa com o antropólogo Tião Rocha, fundador do CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento), ONG com o objetivo de reintegrar meninos e meninas do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, dando a eles o direito de serem crianças, descobri o sentido da palavra solidariedade. Tião é um dos responsáveis pela criação do grupo Meninos de Araçuaí e considera a solidariedade mais do que doar: é trocar. Por isso, só acontece no plural, ou seja, entre duas ou mais pessoas que trocam aquilo que têm por aquilo que não têm. Como assim, Tião?

“Quando não existe troca, a solidariedade não acontece. Você pode se esforçar para ajudar alguém, mas só se torna um hábito quando você recebe algo em troca”, diz ele. Se você decide ensinar uma pessoa a costurar, por exemplo, vai receber carinho em troca e assim por diante. Ou até mesmo essa pessoa pode ensinar a você um outro ofício. Essa troca é fundamental para que a relação de solidariedade aconteça entre duas pessoas iguais, mas com aspectos diferentes – para que seja verdadeiro, ninguém pode se sentir superior ao outro, senão a solidariedade vira imposição.

Há mais de 10 anos, Tião criou na cidade de Raposos, em Minas Gerais, o Banco de Solidariedade. Funciona assim: qualquer pessoa pode se cadastrar. Para isso, basta informar o tempo livre disponível durante a semana, o que gostaria de aprender ou receber e o que pode ensinar e doar. Um sistema cruza os dados e forma grupos com objetivos em comum. Você pode aprender inglês e ensinar artesanato, e assim por diante, com o que imaginar: esportes, música, jogos etc.

Mas, como tudo na vida, solidariedade também se aprende. E, por isso, o seu exemplo é fundamental. Desde pequenas, as crianças são curiosas. Aos poucos, seu filho vai imitar você, elaborar e transformar essa atitude. Só que, obviamente, precisa de apoio para isso acontecer. “É importante que na sua casa haja respeito, espaço para ouvir e falar e que você tenha atitudes coerentes”, diz a psicóloga Mariana Chalfon, mestre em psicologia clínica, de São Paulo.

Você é o espelho para o seu filho. É por você que ele vai aprender a jogar lixo no lugar certo, ter respeito pelas pessoas, aprender a dividir, acarinhar com amor um cachorro na rua e até doar brinquedos após o aniversário dele. Ações de cidadania que se misturam com solidariedade. Se tudo isso fizer parte da rotina da família, seu filho não vai questionar na próxima vez que você sugerir a doação de uma roupa, nem quando tiver que ajudar o amigo que caiu. E aquela troca que o Tião nos ensinou alguns parágrafos acima está feita.


O personagem Zé Gotinha está com os dias contados. O Ministério da Saúde anunicou que o esquema de vacinação contra a pólio vai ser mudado. A vacina oral Sabin, as famosas gotinhas, que é composta pelo vírus vivo, porém atenuado, será substituída pela vacina intramuscular, a Salk, feita com vírus morto. O Ministério da Saúde informou que a Sabin, por conter vírus vivos, oferece risco de a criança desenvolver a doença poliomielite, porém muito raro.

A decisão do Ministério segue uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que os países se preparem para a erradicação da poliomielite no mundo, o que deve acontecer em até cinco anos. Aqui no Brasil, segundo o Governo Federal, a doença já está erradicada mas, se a Sabin continuar sendo utilizada, existe um risco mínimo da doença se manifestar.

A troca da Sabin pela Salk deverá ocorrer já no próximo ano. O Ministério da Saúde ainda deverá anunciar a data exata. A Salk será dividida em duas doses e aplicada em crianças com idades entre 2 a 4 meses. Haverá mais dois reforços, aos 6 meses e aos 15 meses, que será feito com a pólio oral.

Depois, a criança continua seguindo o esquema da campanha nacional de vacinação e permanece tomando a Sabin, como já é feito de rotina. Quando esse esquema for implementado teremos apenas uma campanha nacional contra a poliomielite.

Com a mudança, o Zé Gotinha deverá desaparecer das campanhas, onde atua como garoto propaganda. Vamos esperar para ver qual o novo personagem que será criado pelo Ministério da Saúde.



Maquiagem carregada, salto, cabelos à la Amy Winehouse. Tudo isso aos 4 anos! Foram essas as imagens que chocaram pais, mães e o público em geral esta semana em um catálogo de lingerie infantil


Se você já tinha se chocado quando viu nas notícias a pequena Thylane, de 10 anos, em pose sensual para a revista Vogue francesa, com certeza também não se conformou ao ver esta semana imagens de meninas de 4 anos (sim, 4 anos!) posando para a marca de lingerie, também francesa, Jour Après Lunes.

As fotos, que nos recusamos a publicá-las aqui, promovem uma coleção de lingerie destinada a meninas de 4 a 12 anos, que as exibe com um visual que remete ao mundo adulto feminino: cabelos no estilo da cantora Amy Winehouse, grandes óculos de sol e colares de pérolas.

O fato é que a publicidade chocou e repercutiu em diversos lugares do mundo. "O que é perturbador sobre a Jours Après Lunes não é apenas o fato de que a lingerie é para pessoas que provavelmente não devem ter idade suficiente para saber o que é uma lingerie, mas as fotos em seu site.” Esse é parte do texto publicado no Fashionista.com, que trouxe a história à tona.

Mas por que cada vez mais isso se repete e com meninas? Para Cristina Carvalho, educadora e coordenadora dos cursos de especialização em educação infantil da PUC-RJ, isso é um reflexo da maneira como a figura da mulher tem sido vista na sociedade.

Muitas vezes ouvimos falar que as crianças hoje são precoces, compreendem tudo tão cedo, sabem tudo. Elas não sabem nada. São inseridas em um mundo pronto e precisam compreender conceitos, normas, regras da sociedade. E cabe aos pais mediar essa relação do filho com o mundo. “A culpa não é do computador, da novela, da internet. Para criar valores, a criança precisa de alguém que os explique”, afirma. E critica: "Eu percebo que alguns pais têm se eximido da responsabilidade que o adulto tem de cuidar disso." Diálogo, paciência e dizer não, muitas vezes, fazem parte do educar. Dá trabalho!

Brincadeira x realidade
Sem ter consciência do que a maquiagem carregada, a roupa ou a pose sensual significam, a menina passa a reproduzir em seu dia a dia algo que não é bacana, mas que, para ela, é normal. A distância entre o mundo adulto e o infantil se encurta, assim como a infância. Precocemente, ela é estimulada a aceitar um comportamento a que não está preparada e pode se envolver em situações de risco amanhã.

Vale aqui reforçar que isso é completamente diferente de imitar. Se a sua filha adora colocar os seus sapatos de salto e desfilar pela casa, ou ainda vestir uma roupa sua, tudo bem. “A imitação faz parte do desenvolvimento infantil. É benéfica. Afinal, é por meio do brincar com base na imitação que ela está conseguindo compreender as coisas do mundo”, conta Cristina. O problema é quando isso deixa de ser brincadeira.

Na educação dos filhos, como você já sabe, é preciso estar junto e lidar o tempo todo com o bom senso e olhar atento em suas vidas, para que, mais tarde, eles possam fazer suas escolhas. Mas em situações como essa a responsabilidade vai além dos pais. “Nós adultos precisamos nos perguntar se é isso que queremos para o mundo. Não dá para achar normal atitudes assim”, diz a educadora. E você? O que pensa de tudo isso? Compartilhe com a gente!

Fonte: Revista Crescer


Senado aprova licença-maternidade maior para mães de prematuros


O Senado aprovou na última quarta-feira projeto que determina o pagamento de salário às mães de bebês prematuros extremos além dos 120 dias previstos pela Constituição Federal para a licença-maternidade. O texto determina que o benefício deve ser pago durante "todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante".

O projeto estabelece que, no período além da licença-maternidade, o pagamento deve ter como base o salário de contribuição da gestante à Previdência Social. São considerados prematuros extremos, pelo texto, as crianças nascidas com "exigências redobradas de cuidados" e sem condições mínimas para deixar o hospital.

"Os eventuais custos da concessão desse benefício são ínfimos em relação aos resultados positivos passíveis de serem obtidos em termos de saúde e educação. Por outro lado, uma criança nascida prematuramente, com um grau extremado de exigência de cuidados, pode representar uma carga estressante para a mãe", disse o senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto.

Como o texto foi aprovado em caráter terminativo pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado, segue diretamente para votação na Câmara se não houver recurso para que seja votado em plenário.

SALÁRIO

A CAS também aprovou, em caráter terminativo, projeto que inclui os empregados domésticos entre os beneficiários do salário-família. O projeto segue para análise da Câmara.

O governo paga o salário de acordo com o número de filhos de até 14 anos do beneficiário, nos seguintes valores: R$ 29,41 para os segurados que têm remuneração mensal inferior a R$ 573,58 e R$ 20,73 para aqueles que recebem mensalmente acima de R$ 573,58 desde que no valor máximo de R$ 862,11.

"Esse instituto, voltado justamente para satisfazer às necessidades vitais dos trabalhadores, quando ampliadas em razão dos encargos familiares, não se aplica a uma categoria que, essencialmente, situa-se numa camada social que percebe os mais baixos salários", disse a senadora Ângela Portela (PT-RR), relatora do projeto.

O salário-família é definido, pela legislação, em razão da remuneração que seria devida ao empregado no mês, independentemente do número de dias efetivamente trabalhados. A cota do salário é devida proporcionalmente aos dias trabalhados nos meses de admissão e demissão do empregado.

Fonte: Folha de S. Paulo


Depois de muito conversar, você dá o ultimato ao seu filho: “vista-se ou nós vamos ficar em casa”. Ele sequer olha para você e não levanta do sofá. “Ok, nós vamos ficar em casa”. Não é verdade, mas você não sabe mais o que fazer para que seu filho coloque a roupa.

Calma! Educar é muito difícil, cansativo e todos sabem dos seus esforços para fazer o melhor. Entre uma conversa e outra, porém, pode escapar uma mentira antes de perder a paciência, sem que você m perceba. CRESCER conversou com especialistas para mostrar os erros mais comuns que os pais cometem durante a educação. Ah, e como corrigi-los, claro. Confira.

ERRO 1: Mentir
“Esse carro só liga quando todos os passageiros estiverem com o cinto. Só falta você colocar o seu”. Quantas vezes, você já se pegou mentindo para o seu filho para conseguir que ele faça algo que você deseja? Pode ser mentira ou chantagem, não importa. A relação entre filhos e pais deve ser o mais clara possível. Como ele vai confiar se você mente? “E não importa o quanto essa mentira seja insignificante, toda vez que você mente, você perde a chance de conversar abertamente”, diz a psicoterapeuta Teresa Bonumá, de São Paulo.

COMO CORRIGIR: Troque a mentira pela conversa. Seja objetivo e explique a situação em detalhes para a criança entender. Em vez de dizer que o carro só liga se o seu filho colocar o cinto, peça para ele colocar o cinto, porque só assim, vocês podem transitar com segurança.

ERRO 2: Ameaçar e não cumprir
Quem escolhe esse caminho, já sabe: da próxima vez que usar a mesma tática, seu filho não vai ouvi-la. Os exemplos são muitos: “se você não parar de jogar areia, vou tirar os seus brinquedos” ou “se você não me obedecer, vai ficar sem televisão”. Quando ele perceber que mesmo sem parar de jogar areia, os brinquedos continuam ali, não vai nem ligar quando você fizer o mesmo em uma próxima situação.

COMO CORRIGIR: Em vez de ameaçar, avise o seu filho. Se ele persistir, tome alguma atitude imediatamente. Da próxima vez que isso acontecer, apenas o lembre do que aconteceu: “lembra que você ficou sem os brinquedos da última vez que jogou areia? Espero que isso não se repita, combinado?”

ERRO 3: Desautorizar o pai (ou a mãe) na frente das crianças
Após aquela arte que seu filho aprontou, seu marido decide colocá-lo de castigo. Durante a conversa entre eles, você se intromete, dizendo que basta uma conversa. O mesmo pode acontecer na hora de decidir o valor da mesada, o horário de buscá-lo na festa e assim por diante. Ao questionar a decisão do seu companheiro, você diminui a autoridade dele perante as crianças.

COMO CORRIGIR: O melhor é sempre conversar antes de tomar a decisão. Se não for possível, não discuta na frente do seu filho. Espere para falar com o pai depois.

ERRO 4: Comentar os defeitos do parceiro com seu filho
“Seu pai é tão pão duro. Ele nunca vai comprar esse brinquedo para você”, “Nossa, sua mãe é muito atrapalhada, não consegue organizar as coisas”. Conversar sobre as falhas do seu parceiro com seu filho é tentador porque é ele que está no dia a dia ao seu lado, vivendo as mesmas situações. Mas não é um bom exemplo a ser dado. Em primeiro lugar, a atitude mostra desconsideração pelo pai (ou mãe) da criança. E, pior ainda, ela pode entender que pode fazer isso com qualquer pessoa também.

COMO CORRIGIR: O comentário pode ser feito, mas na frente da pessoa para que ela possa se defender e assimilar a dica. Ah, e isso até pode virar uma brincadeira.

ERRO 5: Quebrar as regras
Seu filho já sabe que não pode comer assistindo TV. Mas, um belo dia, você está almoçando às pressas e liga a televisão. Rapidamente, seu filho chama a sua atenção. Para tentar escapar, você inventa uma desculpa e diz que você pode fazer isso, mas ele não.

COMO CORRIGIR: Não tem jeito! O seu exemplo é a melhor solução. É ele que vai inspirar o seu filho a ser uma pessoa melhor.

Fonte: Revista Crescer


A pesquisa brasileira mostou ainda que alisadores podem ser nocivos na gestação também. Veja mais

Uma pesquisa brasileira reacendeu a polêmica sobre o uso de produtos químicos no cabelo durante a gravidez. O estudo, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mostrou que usar tinturas de cabelo ou fazer alisamento no primeiro trimestre da gravidez, quando o feto está se formando e é mais sensível a substâncias químicas, aumenta em quase duas vezes as chances de a criança ter leucemia nos dois primeiros anos de vida. “Isso já vem sendo estudado há muitos anos, mas essa é a primeira pesquisa a estabelecer essa associação (com o aparecimento de leucemia na infância). Por isso, a recomendação é, por prudência, evitar o uso desses tipos de produtos durante a gestação”, afirma Sérgio Koifman, médico, epidemiologista, à frente da pesquisa pela ENSP. A cada 100 mil crianças nessa faixa etária, 5 vão ter ou leucemia mieloide aguda ou linfoide aguda.

Para chegar à essa conclusão, foram avaliadas 650 mães de 15 regiões do país – exceto a Norte. Dessas, 231 tinham filhos com diagnóstico de leucemia e cerca de 15% delas utilizaram tintura ou fizeram alisamento no cabelo nos três primeiros meses de gestação. “Quando comparadas ao outro grupo, de mães com filhos sem a doença, esse número caía para aproximadamente 10%”, diz Maria do Socorro Pombo-de-Oliveira, chefe do Programa de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Inca. Os pesquisadores avaliaram ainda os compostos químicos presentes em 14 marcas desses produtos. A análise identificou um total de 150 componentes, sendo que 32 são prejudiciais à saúde da criança. Uma das hipóteses, já confirmada em experimentos com animais, é que substâncias presentes nesses produtos, como os fenóis, poderiam alterar ou lesionar o DNA do feto. Descobrir essas e outras respostas é a próxima etapa da pesquisa.

Por isso, na dúvida, antes de tomar qualquer decisão sobre usar ou não produtos químicos nos cabelos durante a gestação, consulte o seu obstetra. Veja outros itens dos quais, por motivos óbvios, você deve manter distância durante os nove meses.

Bebidas alcoólicas
Como você sabe, o consumo de álcool é prejudicial tanto para a mãe quanto para o bebê e não há quantidade segura. “A substância atravessa facilmente a placenta e pode causar vários danos ao feto, sendo a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que causa retardo mental, um dos mais sérios”, afirma Patrícia Hochgraf, psiquiatra, coordenadora do programa de atenção à mulher dependente química do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (SP). Antes, os médicos pensavam que a SAF ocorria apenas entre mães que consumiam álcool de forma pesada. Mas pesquisas mostraram que ela pode ocorrer mesmo se a grávida tomar pequenas doses. Acredita-se que a síndrome e outros transtornos ligados à bebida afetem cerca de 40 mil crianças em todo o mundo – mais do que a Síndrome de Down, segundo a National Organization on Fetal Alcohol Syndrome, dos Estados Unidos. A estimativa é de que um em cada cinco casos de crianças com deficiência mental no mundo seja causado pelo álcool ingerido durante a gestação.

Esse é apenas um dos problemas. Soma-se a ele baixo peso ao nascer, alterações cardíacas, neurológicas (hiperatividade, impulsividade, problemas com a visão espacial) e faciais. Também não é incomum a associação dessas alterações com autismo. O pediatra Hermann Grinfeld, que pesquisa há mais de 40 anos os efeitos do consumo de álcool na gravidez, afirma que problemas como dificuldades de aprendizado, memorização e atenção podem repercutir para a vida toda.

Fumo
Todo mundo já sabe de cor os malefícios que o cigarro pode causar – quem não se lembra das fotos estampadas no maço de cigarro, mostrando bebês prematuros? Além da criança nascer antes do tempo, ela pode ter doenças cardíacas, respiratórias e até retardo mental. Uma nova pesquisa norte-americana mostrou que crianças cujas mães fumaram durante a gravidez têm mais problemas de sono durante os primeiros 12 anos de vida. É por isso que a maioria dos médicos é radical e diz que a melhor opção é parar de fumar por completo, de preferência, antes de engravidar. “Um único cigarro tem 4.500 substâncias nocivas que são assimiladas pelo feto, já que a placenta não consegue barrar a passagem de moléculas como a nicotina”, afirma Jaqueline Sholz Issa, cardiologista, coordenadora do Ambulatório de Tratamento de Tabagismo do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP (Incor-SP).

Drogas
Provavelmente a maconha seja a substância ilícita mais utilizada na gestação. Pelo fato de ela ser usada em conjunto com outras drogas, ainda é difícil determinar as consequências diretas sobre o feto. Já o consumo de cocaína pode causar deslocamento prematuro da placenta, além de outras complicações para a mãe, como hipertensão arterial, taquicardia e arritmia. O bebê pode ter malformação cardiovascular e do sistema nervoso central. O uso do crack também cresceu entre as mulheres. Por um ano, a Clínica Pública de Recuperação de Dependentes Químicos de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, registrou 233 casos de dependência, sendo 18% de mulheres (não há dados de gestantes). Essa droga é devastadora e deixa sequelas no cérebro da gestante e do bebê, como transtornos emocionais e depressão.

Fonte: Revista Crescer





Seu filho acaba de mamar e sempre coloca todo o leite para fora com a maior naturalidade do mundo. Será que é normal? Ele pode ter refluxo gastroesofágico, que é comum em bebês, mas ocorre também com os mais velhos. Entenda por que acontece e como deve ser atenuado


O QUE É?
É quando o alimento volta do estômago para o esôfago. “Acontece com todo mundo, mas muitas vezes a gente nem percebe. É considerado normal quando não é frequente e não causa complicações”, afirma Yu Koda, responsável pela gastroenterologia pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Nos adultos, o refluxo é mais controlado porque o organismo possui um mecanismo de defesa que devolve o alimento novamente para o estômago antes de provocar irritações, náusea e vômito.

QUANDO APARECE?
Os especialistas se baseiam em um estudo feito em 1997 pela Universidade Northwestern, em Chicago (EUA), a partir dos depoimentos de 948 pais de crianças saudáveis de até 13 meses. Os pesquisadores perceberam que 50% dos bebês de 3 meses costumam ter pelo menos um episódio de regurgitação por dia. O pico é aos 4 meses, quando 67% dos bebês regurgitam ao menos uma vez por dia. “Entre 4 e 6 meses o refluxo é mais comum, porque o bebê começa a se movimentar mais. Isso diminui naturalmente e só 5% das crianças de um ano sofrem com o problema”, diz Vera Lúcia Sdepanian, professora e chefe da disciplina de gastroenterologia pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

POR QUE É COMUM EM BEBÊS?
O mecanismo que devolve o alimento do esôfago para o estômago está em desenvolvimento no primeiro ano de vida. A válvula, que faz a passagem da comida de um órgão para o outro (o esfíncter do esôfago), fica mais tempo relaxada e facilita o retorno do que foi ingerido. A alimentação e a posição também influenciam. O bebê toma muito líquido e fica a maior parte do tempo deitado. Conforme a criança se desenvolve e ingere alimentos mais sólidos, o refluxo tende a diminuir.

EM QUE MOMENTO DO DIA OCORRE?
Normalmente logo depois das refeições, quando o alimento ainda não foi digerido, e durante o sono. “Costuma ser mais frequente à noite, porque a criança está na posição horizontal e saliva menos”, afirma Mário Vieira, chefe do serviço de gastroenterologia pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Também pode acontecer quando a criança se movimenta muito.

PODE SER UMA DOENÇA?
O mais comum em bebês e crianças é o refluxo gastroesofágico fisiológico, que é natural, passageiro e não afeta o bem-estar. “Se a criança ganha peso, não chora nem fica irritada, é porque não compromete o estado geral e emocional”, diz Cylmara Gargalak Aziz Silveira, gastroenterologista infantil do Hospital São Luiz, em São Paulo. Mas existe a doença do refluxo gastroesofágico, que pode ser causada por uma má-formação no aparelho digestivo ou por maus hábitos alimentares. Os sinais de alerta são dor, irritabilidade, recusa de alimentos, regurgitação frequente, vômitos e um ganho de peso baixo. A falta de tratamento pode causar irritação no esôfago, anemia e complicações respiratórias. Outra causa está ligada à obesidade. Um estudo publicado no Jornal Internacional de Obesidade Pediátrica, feito com 690.321 pessoas de 2 a 19 anos, mostrou que ela aumenta de 30% a 40% o risco de doença do refluxo gastroesofágico.

COMO CUIDAR E CONTROLAR?
No caso do refluxo comum, para diminuir o desconforto do seu filho você pode deixar seu bebê em posição vertical ao amamentar e fracionar as mamadas para não exagerar na quantidade de leite. “Quando terminar de amamentar e de fazê-lo arrotar, mantenha-o de 20 a 30 minutos em pé, para que o leite desça, se acomode no estômago e facilite a digestão”, explica Cylmara. Para crianças maiores, a recomendação é evitar alimentos gordurosos, ácidos, condimentados e apimentados, não comer em exagero e não ingerir líquidos junto com a comida, de 20 minutos antes ou entre uma e duas horas depois das refeições. Todos esses hábitos relaxam a válvula do estômago e facilitam a volta do alimento. Na hora de dormir, coloque seu filho mais na vertical e de barriga para cima. A elevação da cabeça com um travesseiro é recomendada. Já se o seu filho apresenta os sintomas da doença do refluxo gastroesofágico, procure o pediatra. Ele pode indicar desde o uso de medicamentos e acessórios, como cintos ou paraquedas, para sustentar a criança, até a necessidade de cirurgia.

Fonte: Revista Crescer





O berço deve ser um lugar de segurança para o bebê, mas nem sempre a qualidade do móvel atende aos critérios para isso. Essa foi a conclusão a que chegou o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, (Inmetro), ao analisar 11 marcas existentes no mercado brasileiro. “Encontramos até insetos na madeira dos berços. Todas as marcas apresentaram não conformidades com as normas de segurança”, afirmou Aline Oliveira, técnica do Instituto.

Segundo a especialista, a diferença de preços entre os móveis não significou maior ou menor qualidade entre eles. Na avaliação, a variação do valor entre um modelo e outro chegou a 300%, o que mesmo assim não impediu a reprovação de todas as marcas.

No ano passado, uma pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos revelou que todos os dias, 26 crianças são levadas aos hospitais norte-americanos devido a acidentes com berços, moisés ou cercadinhos. No Brasil, não há uma estatística oficial sobre esse tipo de incidente, porém as quedas (não só de berços, mas em geral) figuram entre as principais causas dos acidentes infantis. “Também é comum que as crianças fiquem presas pelos braços, pernas e até mesmo pela cabeça, o que pode levar à asfixia, devido ao espaço irregular entre as ripas dos berços”, complementa Aline.

Os fabricantes, tanto nacionais como as importadoras, terão 18 meses para se adequar às novas normas de segurança do Inmetro. Mas as lojas ainda poderão comercializar o produto sem certificação por um período de 36 meses. Até lá, os pais têm de ficar ainda mais atentos para fazer a escolha certa na hora de comprar o berço do bebê.

Veja os principais cuidados que os pais devem ter na hora da escolha do berço

- Verifique se as bordas e partes salientes do móvel são arredondadas e isentas de quaisquer rebarbas ou arestas para evitar ferimentos nos pequenos.

- Rótulos, decalques ou adesivos não podem ser utilizados nas superfícies internas das laterais e extremidades do berço, pois as crianças podem puxá-las para si.

- Uma vez dentro do berço, a criança não pode conseguir levantar a base do colchão ou a base do móvel.

- As laterais móveis devem ser equipadas com um sistema de travamento. (Nos EUA elas foram proibidas, mas no Brasil ainda são permitidas).

- Caso o colchão não seja parte integrante do móvel, deve existir uma marcação, na base do berço, recomendando o uso de colchões com espessura máxima permitida de 120mm.

- O manual de instrução e montagem do móvel deve estar escrito em português.

- Procure pelo Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, que deve estar exposto no berço e na embalagem do produto, mas lembre-se que ele só se tornará obrigatório daqui a 18 meses e você ainda poderá encontrar berços não certificados pelos próximos três anos.

Fonte: Revista Crescer





Televisão, videogame, celular, computador. Esses eletrônicos cada vez mais fazem parte da rotina das crianças. Apesar da variedade de programas, desenhos animados, jogos, brincadeiras e redes sociais, o excesso de “tela” pode causar problemas de sono na vida das crianças.

Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Seattle, nos Estados Unidos com 617 crianças entre 3 e 5 anos, mostrou que aquelas que assistem televisão após as 19h têm mais problemas para dormir - como dificuldade para adormecer, acordam várias vezes durante a noite, têm pesadelos e sonolência diurna.

A pesquisa também analisou o tipo de programação que essas crianças assistiam. Segundo os cientistas, programas com violência – como desenhos animados, novelas e filmes – geram uma dose extra de adrenalina no corpo, o que dificulta o sono das crianças. E para tanto, não importa a hora em que assistem aos programas. Mesmo que seu filho veja um desenho violento pela manhã, ele poderá ter dificuldade para dormir durante a noite.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores se basearam em relatos dos pais das crianças e perceberam também que aquelas com televisão no próprio quarto podem assistir até 40 minutos a mais que as outras por dia.

Segundo a pediatra norte-americana Michelle Garrison, autora da pesquisa, alguns estudos anteriores feitos nos Estados Unidos, mostram que, pelo menos, um em cada quatro crianças têm televisão em seus quartos. “Isso acontece porque muitas famílias acreditam erroneamente que assistir TV pode ajudar seus filhos a pegarem no sono”, diz a especialista.

Aqui no Brasil, a situação não é diferente. “Sou pediatra há 16 anos e tenho percebido que as crianças têm problemas de sono cada vez mais cedo e a causa, quase sempre, está no excesso de tela e na falta de um ritual para dormir, que deve começar antes de dormir”, diz o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Como reduzir as horas em frente à TV

Criar uma rotina de sono é fundamental. A partir das 18h, comece a diminuir o ritmo da casa. Dê um banho em seu filho para relaxar, em seguida, o jantar. O ideal é que seu filho deixe os eletrônicos de lado até uma hora antes de ir para a cama. Se ele já está acostumado com a TV, tente substituir por outra atividade. Que tal ler um livro, ouvir música, ver fotos ou jogar algo que ele goste? A recomendação é tirar a TV de uma vez, mas você pode combinar de ir reduzindo aos poucos ao longo de uma semana. E é preciso ser firme. Mesmo que seja difícil, ele vai acabar se acostumando.

Fonte: Revista Crescer




A nutricionista Pollyanna Fernandes Patriota, alagoana, graduada pela Ufal, mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira e, atualmente, professora da Universidade Federal do Triangulo Mineiro, pesquisa há quase dez anos sobre alimentação infantil e aponta quais são os principais erros cometidos durante o primeiro ano de vida do bebê e as consequências para o seu desenvolvimento.


Segundo a nutricionista, a saúde e a longevidade são definidas durante os primeiros períodos de desenvolvimento na fase intrauterina e no primeiro ano de vida. “A nutrição tem primordial importância neste processo. Sabe-se que doenças do adulto possuem raízes na infância e a desnutrição intrauterina pode favorecer o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes e hipertensão na idade adulta”, alerta a mestre em Nutrição.

Pollyanna pesquisou as consequências de uma alimentação inadequada no primeiro ano de vida para a saúde da criança, que permanecem durante todo o seu desenvolvimento. “Os principais erros alimentares estão relacionados com o desmame precoce e introdução inadequada da alimentação complementar. O Ministério da Saúde publicou em 2010 a versão mais atualizada do guia alimentar para crianças menores de dois anos, o qual se seguido à risca, favorece o desenvolvimento de excelentes hábitos alimentares”, destaca a nutricionista.

Pollyana alerta que, ao invés de seguir as orientações do Ministério da Saúde, alguns profissionais arriscam-se em orientar a alimentação da criança de forma errônea. “Os erros mais graves, inclusive, são divulgados amplamente na mídia, pela internet e em programas de televisão. O trabalho do nutricionista acaba sendo tragicamente frustrado, pois não dá para atingir um público tão amplo com o trabalho de educação nutricional que tem sido feito em pequenos grupos nas comunidades, escolas, creches e hospitais”, relata ela.

Preocupada com esta divulgação inadequada na mídia, a professora iniciou uma pesquisa para verificar a quantidade e a qualidade dos vídeos divulgados na internet com conteúdos voltados a orientação da alimentação infantil. “Até agora, o que se tem verificado é que os números são alarmantes e a má qualidade das informações é, por diversas vezes, a pior inimiga dos pais que se guiam por essas orientações”, alerta a nutricionista.

Os principais erros detectados, segundo Pollyana Patriota, são de profissionais que se dizem chefs ou experts em alimentação infantil, orientando a primeira papinha da criança e demonstrando o preparo. “Eles cometem erros nutricionais absurdos como coar ou peneirar os ingredientes, incluir leite associado a alimentos fontes de ferro, cozinhar legumes com grande quantidade de água, liquidificar o alimento e cozinhar novamente, adição de grande quantidade de sal, misturar todos os alimentos para peneirar, formando caldos”, ressalta a pesquisadora.

Essas ações são consideradas inadequadas por interferir na composição nutricional da alimentação da criança, porque diminuem o ferro, o cálcio e densidade energética disponível na alimentação. “Além disso, são orientações que não estimulam o aprendizado para o comportamento alimentar adequado, porque peneirar o alimento leva à perdas nutricionais e, ainda, não favorece o desenvolvimento da mastigação, os alimentos para criança a partir de seis meses jamais deverão ser peneirados ou liquidificados, apenas bem cozidos e amassados”, orienta Pollyana.

Ela também alerta sobre o sal em excesso, que é proibido para crianças e adultos, mas principalmente para as crianças por questões de sobrecarga de sódio no sistema renal. “Os pais e cuidadores de crianças precisam ficar atentos para não caírem nessas armadilhas e prejudicarem o desenvolvimento de bons hábitos alimentares e trazer sérios riscos para a saúde das crianças”, aconselha a nutricionista.

Mais informações no guia alimentar para crianças menores de dois anos.

Fonte: www.ufal.edu.br






Uns são tagarelas quando ainda nem andam direito, outros já demoram mais a falar, para pânico dos pais. Mas esse atraso na fala é motivo de preocupação? Um estudo realizado pela University of Western Australia, publicado na revista científica Pediatrics, revelou que aquelas com defasagem no vocabulário aos 2 anos não têm riscos de ter problemas emocionais ou de comportamento mais tarde.

A pesquisa acompanhou, até a adolescência, 1.400 crianças que demoraram mais a falar. Dessas, uma em cada dez tiveram atraso, mas isso não levou a nenhum problema. Segundo os cientistas, apesar de uma criança de 2 anos falar uma centena de palavras, há uma série de variações.

De acordo com Saada Ellovitch, neuropediatra do Hospital Samaritano (SP), o marco para aguardar a fala é até 2 anos. Nessa idade, uma criança com neurodesenvolvimento dentro do esperado já diz várias palavras isoladas e pequenas frases, com duas ou três palavras. “Mas é importante ressaltar que estaria dentro do tolerável quando o atraso da fala é isolado, mas a comunicação social, normal”, diz Saada.

Ou seja, o seu filho pode até não falar, mas ele se comunica olhando nos seus olhos ou de quem está cuidando dele, para um objeto desejado e apontado para este. Nesse caso, o atraso de desenvolvimento envolveria apenas uma região do cérebro. Ainda assim, convém você buscar ajuda de um especialista, pois é ele quem vai saber avaliar a criança.

São sinais de alerta de um problema maior quando, além de não falar, a criança não brinca, não olha nos olhos de forma persistente. “Por vezes o atraso na fala tem lentidões em outras áreas associadas, como na coordenação motora fina e no nível de atenção, que podem vir acompanhados de dificuldades comportamentais e emocionais”, alerta Saada.

No dia a dia, você pode ajudar o seu filho no desenvolvimento da fala e linguagem. Em primeiro lugar, se ele apontar para um objeto, não o atenda prontamente. Incentive-o a pedir, a dizer o que deseja. “Os pais também devem ser bons contadores de histórias e leitores para os seus filhos”, afirma Saada.

Fonte: Revista Crescer




Todas as mamães estão cansadas de saber que até sexto mês de vida o único alimento que deve ser oferecido para os bebês é o leite materno. Mas quando os pequenos rejeitam o peito, as papinhas naturais e os leites industrializados podem ser a solução? Saiba os perigos e as soluções.

O leite artificial nesse caso é a melhor opção. Ele pode ser oferecido para a criança no café da manhã e entre as refeições acompanhado pelas papas salgadas e raspas de frutas, como banana maçã, mamão e mamão. Já as papinhas industrializadas prontas para o consumo estão fora da lista dos alimentos apropriados na primeira idade. Dentre as opções de leites em pó, longa vida e o puro direto da vaca, os artificiais, mesmo oferecendo riscos de cólicas a até intestino preso, são a melhor opção, já que o leite de vaca apresenta grande risco de contaminação.

Para o almoço e jantar a papa salgada pode ser feita pela combinação de folhas, legumes, cereais ou tubérculo como arroz, batata ou macarrão, grãos como lentilha, feijão, grão de bico ou soja e uma proteína animal como a carne vermelha ou o frango. Tudo precisa ser bem cozido e peneirado para que não sobre pedaços com um fio de azeite e uma pitada de sal. O ideal é que nada seja batido no liquidificador, já que até a lâmina pode contribuir para a perda das propriedades nutricionais.

A partir de um ano de idade a criança já pode começar a degustar de outros alimentos até então proibidos antes como o ovo e o mel. Frituras, gorduras, refrigerantes e alimentos industrializados é bom deixar para a fase escolar que a criança começa a ter contato com novos sabores. Isso porque até essa idade os pequenos possuem multiplicação das células de gordura e desenvolvem a pré disposição a obesidade se consumirem esse tipo de “gordura vazia”, que não agregam nenhum valor nutritivo. E é claro que nunca deixar de estimular a ingestão de água vai influenciar diretamente na boa saúde da fase adulta.

FONTE: Departamento de nutrição da Clínica Dr José Bento de Souza





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Albertina (nome fictício) perdeu as estribeiras quando viu a filha de 3 anos brigar com uma prima da mesma idade. Sem tentar conciliar o conflito, agarrou a criança pelo braço e saiu arrastando-a pela casa. O castigo aumentou quando Albertina percebeu que a menina havia feito xixi na calça. Passou então a dar palmadas nas pernas dela e a perguntar aos berros: “Por que você fez isso?”. Só parou quando a filha respondeu, apavorada: “Eu estava com medo, mamãe!”. A resposta desarmou a agressividade da mãe e transformou-a em dor, culpa, remorso e... raiva. Desta vez, de si própria. “Virei um monstro de quem minha filha tem medo. Sou o bicho-papão dela”, conta a auxiliar administrativa.

A atitude de Albertina é mais comum do que se imagina. Muitos pais que reagem a insatisfações dos filhos com castigo físico se vêem freqüentemente diante de um dilema: qual o limite ao tentar impor limites?

Uma enquete feita com os nossos leitores no site da CRESCER assustou a todos por aqui. Para a pergunta “você já bateu no seu filho?”, um quarto das 2.241 pessoas que participaram (até o fechamento desta edição) escolheram a alternativa “sim, acho que isso educa”. É um pensamento ainda mais forte do que a porcentagem maior da pesquisa, os 43,2% que disseram “sim, porque de vez em quando perco a cabeça”. No restante, 14,6% negaram, mas deixaram aberta a possibilidade dizendo “não, mas se precisar faço isso” e somente 18,1% disseram que não acreditam nisso como forma de educação.

Ainda que o levantamento não tenha caráter científico, há o que pensar. Ao adotar a palmada, os pais passam a idéia de que a violência física é a maneira de lidar com conflitos e frustrações. Ou seja: você tem de encontrar outras formas de impor limites. Palmada é uma agressão. “Quando o adulto bate no filho, ele está reconhecendo que ficou impotente diante da atitude da criança. Mostra claramente que perdeu o controle de si mesmo e a agressão passa a ser a única maneira de manter o status da autoridade”, diz Célia Terra, professora de Psicoterapia Infantil da Psicologia da PUC-SP. Testar os limites dos pais é um comportamento típico que faz parte do aprendizado da convivência em família. Embora não seja fácil, os adultos devem lidar com as manhas com carinho. “Pais devem proteger os filhos. Não só do mundo exterior, mas das emoções que eles ainda não são capazes de controlar”, diz Célia Terra.

Pai é para proteger
Um levantamento, realizado desde 1996 pelo Laboratório de Estudos da Criança do Instituto de Psicologia da USP (Lacri), demonstra que, muitas vezes, o que algumas pessoas entendem como educação ganha o caráter de abuso. O instituto mapeou as ocorrências de violência física contra crianças e adolescentes em órgãos como Delegacias da Mulher, Conselhos Tutelares, hospitais e escolas. Em 2007, foram cerca de 3 mil. Os coordenadores do estudo acreditam que os números devem ser ainda maiores, já que grande parte das agressões se esconde sob o manto da vida familiar e não é notificada.

Infelizmente, bater nos filhos é uma questão cultural com raízes históricas no Brasil. “Essa prática foi aqui introduzida pelos colonizadores, especialmente pelos padres jesuítas”, explica Viviane Azevedo Guerra, pesquisadora do Lacri e co-autora dos livros Palmada já Era e Mania de Bater. Para ela, a chamada “palmadinha educativa” não existe. E um processo de agressão só tende a piorar. “Sabe-se pelos estudos que a aplicação das palmadas pode ir se intensificando ao longo do tempo, chegando até uma violência mais severa. Toda ação que causa dor física em uma criança representa um só continuum de violência”, diz.

Essa espécie de espiral da agressão traz graves conseqüências. Nos casos piores, há dificuldade de relacionamento com adultos e colegas, problemas de aprendizado na escola e até comprometimento físico. A criança vítima dessa prática pode vir a se tornar uma agressora no futuro. “Embora essa situação só exista se, quando criança, ela não teve no lar um ‘amigo qualificado’, ou seja, alguém que a entendesse e tentasse protegê-la desse tipo de violência”, diz Viviane Guerra.

É justamente para tentar mudar esse quadro que alguns especialistas defendem que o Brasil seja um dos países a seguir o exemplo dado pela Suécia em 1979: abolir a palmada por força de lei. Outros 19 países fizeram o mesmo – inclusive nosso antigo colonizador, Portugal. Um projeto de lei nesse sentido aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados desde 2005, depois de tramitar com sucesso por todas as comissões da Casa. O projeto não prevê punições para pais que adotarem o castigo físico, mas faz alterações no Código Civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente - o que não é ideal, mas pode dar o devido peso para o assunto e fazer as famílias repensarem suas atitudes. “Atualmente, o Estado Brasileiro dá permissão para que os pais castiguem os filhos fisicamente”, diz a deputada Maria do Rosário (PT/RS), autora do projeto. “O que nós queremos é um estatuto que coloque a criança em pé de igualdade com os adultos.”

Fonte: Revista Crescer




Os pais que ainda não levaram os filhos de 6 meses a 2 anos de idade para receber a segunda dose da vacina contra a gripe têm até hoje para procurar um posto de saúde. As crianças fazem parte do único grupo que recebe a vacina em duas doses, com intervalo de no mínimo 30 dias.

Segundo as autoridades de saúde, um simples resfriado não é motivo para a vacinação ser adiada. É importante as crianças estarem imunizadas neste período de frio mais rigoroso.

A vacina protege contra os três vírus Influenza circulantes no país: Influenza H1N1, Influenza H3N2 e Influenza tipo B. Se não vacinar, mesmo que a criança tenha tomado a primeira dose, a vacina perde o efeito.


Você sabia que o nariz é a porta de entrada do sistema respiratório e, assim, o local onde ocorre o início de uma infecção no seu filho? Bastam os vírus se instalarem nos cílios e mucosas nasais para dar início a um mecanismo de defesa. Então há grande produção de secreção, como forma de o organismo gerar anticorpos e outros elementos para combater os vírus responsáveis pelas doenças respiratórias. Pronto! O nariz do seu filho entupiu.

Para aliviar o desconforto e melhorar a respiração, deve-se fazer lavagens nasais com solução fisiológica e sempre estimular que a criança assoe o nariz várias vezes ao dia. Mesmo assim, a respiração pode ficar mais prejudicada ao anoitecer e, principalmente, quando ela deitar. Uma dica que ajuda é elevar um pouco o travesseiro e até investir em inalação com soro fisiológico para desentupir as vias aéreas.

Nos bebês, que ainda não conseguem assoar o nariz por conta própria, pode-se utilizar um bulbo macio de borracha para aspirar a secreção espessa. E lembre-se! Nunca use descongestionantes ou antiinflamatórios sem prescrição do pediatra do seu filho. Outras atitudes que ajudam são o cuidado com a casa:

- Para eliminar o pó, limpe a casa com pano úmido e aspirador diariamente. As vassouras levantam poeira;

- Troque as roupas de cama da criança duas vezes por semana;

- Retire tapetes, carpetes e bichos de pelúcia do quarto da criança;

- Não entulhe coisas em estantes, para evitar acúmulo de poeira e piorar ainda mais o desconforto do seu filho.

Fonte: Revista Crescer
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