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Moeda é objeto que as crianças mais engolem

Na lista também entram grampos, presilhas e baterias. Veja o que fazer nessas situações de emergência 

Quantos anos seu filho tem? Se você acha que só criança pequena é capaz de engolir objetos estranhos (até porque o reflexo delas é levar tudo à boca), saiba que até 8 anos, clipes, pregos, alfinetes e outros materiais podem ser ingeridos acidentalmente. Para você ter ideia, no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), os médicos recebem pelo menos três casos desse tipo por semana. A moeda é a campeã. Muitas vezes, um descuido dos pais ao chegar da rua e deixá-la sobre a mesa já é o suficiente para que as mãozinhas curiosas das crianças alcancem-na.  

Ao perceber que seu filho ingeriu um corpo estranho, leve-o imediatamente ao hospital. O médico fará uma análise clínica e pedirá um raio-X da região do tórax e do abdômen, para localizar o objeto no organismo. “Se o material estiver no esôfago, precisará ser retirado por meio da endoscopia, para que a criança consiga voltar a engolir”, explica Mário Vieira, endocrinologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe. Segundo o especialista, o ideal é esperar de 6 a 8 horas de jejum antes do procedimento médico, para evitar engasgos e facilitar a visualização do objeto. A exceção é para situações em que a criança engoliu bateria alcalina, presente em brinquedos eletrônicos. A retirada deve ser imediata, porque, em 2 horas, ela pode provocar queimaduras. O efeito é semelhante ao da soda cáustica. 

Agora, caso o raio-X mostre que o corpo estranho está no estômago, a tendência dos médicos é esperar que a criança elimine-o sozinha. Na maioria das vezes, ele vai para o intestino e é evacuado. É importante você observar o cocô do seu filho por 2 a 3 semanas após a ingestão. Se nesse período nada for eliminado, aí, sim, é feita uma endoscopia. Essa técnica, aliás, também é usada se o que foi engolido tiver mais de 4 centímetros de comprimento. Mesmo no estômago, deve ser retirado imediatamente, para evitar perfurações. Seria o caso de um prego, por exemplo. 

Outro caminho que alfinetes, clipes e outros objetos podem seguir é a via respiratória. Nessa hora, a criança vai respirar com dificuldade. A busca por socorro imediato é fundamental, para desobstruir, por meio de cirurgia, traqueia e brônquios, e evitar a morte por asfixia. 

Caso você não perceba, na hora, que o seu filho engoliu alguma coisa, alguns sintomas como salivação excessiva, falta de apetite, vômitos e dores para deglutir vão sinalizar que algo não está bem. Diante disso, procure ajuda o quanto antes. 

Como você bem sabe, o melhor para evitar acidentes com o seu filho é a prevenção. Segundo Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura, anéis, presilhas de cabelo e outras miudezas devem ficar longe das crianças. Fique atenta ao seu criado-mudo, local onde se costuma deixá-las. 

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